segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Brasil caipira

Este texto é em homenagem a minha avó Aparecida Maria dos Reis, uma senhora caipira!

O adjetivo "caipira" é geralmente empregado de forma jocosa por uma grande parcela da população. Ser caipira muitas vezes é ser confundido como tolo, sem jeito, inocente, inadequado ou simplesmente sem cultura ou pouco inteligente. O antropólogo brasileiro, Darcy Ribeiro, escreveu em seu fantástico livro "O Povo Brasileiro" a formação dessa etnia e entre outras. Vou aqui compartilhar um pouco do conhecimento do Darcy sobre os caipiras, que são os verdadeiros camponeses brasileiros.

Nos primeiros anos de Brasil, a zona rica era o Nordeste onde havia os engenhos de açúcar e a periferia era o Sudeste. Em São Paulo falava-se até um linguajar particular, a Língua Geral, que nada mais era do que a mistura do português com a variante do idioma dos índios. Não por acaso que, principalmente, no estado de São Paulo há vários nomes indígenas para regiões, como por exemplo, Anhangabaú (que significa "rio dos malefícios do diabo"), Jaú (que significa "peixe guloso"), Moema (que significa "mentira"), Jaçanã (que significa "ave que tem patas em forma de nadadeiras") e assim por diante.
Na região Sudeste, mais precisamente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e norte do Paraná, eram uma região muito pobre e as pessoas viviam de forma muito precária, parecido com o modo de vida dos índios da região. Esses antigos moradores foram integrados à sociedade paulista, o que era inédito, pois até antes índio vivia entre os índios e os portugueses entre os portugueses, não havia uma mestiçagem de culturas, porém, em São Paulo isso começou a mudar. Prova disso é a Língua Geral.
Os índios foram incorporados para serem combatentes em batalhas, já que o povo paulista era muito batalhador, como não havia engenhos, eles tinham que conquistar riquezas de outras maneiras, uma delas era com a guerra e nós sabemos, guerra dá lucro. Como a população feminina portuguesa era míngua, foi bastante comum o cruzamento entre portugueses e as índias, o que originaram os mamelucos e esses posteriormente os caipiras, que nada mais é, que a mistura entre o português e o índio muitas gerações depois.

São Paulo surgiu com uma configuração histórico-cultural de povo novo, plasmada pelo cruzamento de gente de matrizes raciais díspares e pela integração de seus patrimônios culturais sob a regência do dominador. Mesmo assim, esses mamelucos viraram-se contra os índios e tornaram-se o grande terror do povo indígena, caçando-os e vendendo-os como mercadorias para os engenhos de açúcar nordestinos, isso muito antes de qualquer negro chegar ao Brasil. E foi assim que os bandeirantes apareceram na história brasileira. Estima-se que cerca de 300 mil índios foram arrancados de suas aldeias subsistentes para serem vendidos aos senhores de engenho no Nordeste. E essa caça era feita com muita violência, tanto que um dos maiores bandeirantes foi o Anhanguera, que significa em tupi-guarani "diabo velho".

A região Sudeste permaneceu pobre até a descoberta de ouro e de diamantes, principalmente em Minas. Com isso a região ficou super valorizada e uma migração em massa aconteceu na região com pessoas vindas do país todo e de Portugal, consequentemente a região transformou-se na área mais densamente povoada das Américas, isso por volta de 1750. Todos estavam em busca das riquezas de mineração. Isso trouxe grandes mudanças para o Brasil, como a transferência da capital colonial de Salvador para o Rio de Janeiro (lembrando que era um local paupérrimo), ocupação da região sulina conquistada pelos paulistas e expansão do pastoreio nordestino, além do declínio da força nordestina. As Minas Gerais ficaram riquíssimas, tanto que as cidades históricas mineiras são até hoje exemplo de luxo e poder da época. O estado viveu longos anos de uberdade e uma população mais culta viveu no local que já tinha uma ampla rede urbana. Vestiam-se conforme a moda européia, faziam arquitetura e pintura da mais alta qualidade, criando o barroco brasileiro, leitura lírica e até política libertária!

Com a decadência do ouro, toda a área submerge numa economia de pobreza, com a regressão cultural resultantes. Antigos mineradores e negociantes se transformam em fazendeiros; artesãos e empregados se fazem posseiros; citadinos ruralizados espalham-se pelos matos, fazem-se roceiros de lavouras de subsistência, criadores de gado, cavalos, burros e porcos.
Com isso nasce a cultura brasileira rústica, que se fala a língua portuguesa com influência indígena. Toda aquela região anteriormente citada torna-se um local de cultura caipira, ocupada por uma população totalmente dispersa e desarticulada. A vida rural caipira o condiciona a um horizonte culturalmente limitado de aspirações, que faz parecer desambicioso e imprevidente.

O caipira virou símbolo daquele estereótipo de um brasileiro que cria e planta o que vai comer e da sua sobra vende ou troca por outras mercadorias com outros caipiras da sua região. Ele não cresceu com a sociedade capitalista, ele preservou sua cultura e princípios compadrios. Eram donos de pequenas propriedades e nunca muito distantes de outros moradores, foi assim que muitas vilas apareceram. Porque mesmo eles de certa forma distantes das grandes metrópoles, eles não se distanciam ao ponto de viverem despercebidos. Quem assim se comportava, era mal visto pelos outros.
O sujeito caipira conseguiu preservar seu modo de vida até o início do cultivo comercial do algodão, fumo e café. Uma reordenação institucional se vai implantando no nível civil e no eclesiástico. Com a valorização das terras, os caipiras aos poucos foram perdendo a propriedade das mesmas para os grandes fazendeiros, sendo assim, eles tiveram duas opções: trabalhar para os grandes proprietários ou então virarem meeiro ou arrendador.
Não foram poucos que viraram reféns dessa técnica dos donos de grandes propriedades e por anos e anos muitos caipiras viviam nessas condições, trabalhavam em terras alheias e pagavam uma espécie de talha.

Os caipiras nunca tiveram grande talento para serem empregados comuns, como os italianos e espanhóis, por isso transformaram-se em ícones esculhambação. Daí que vêm todos aqueles adjetivos jocosos do início do texto. Os caipiras simplesmente são talentosos para tratarem da terra e viverem naquela sociedade compadrio. O brasileiro caipira em pleno século XXI é uma espécie em extrema raridade, eles já foram "infectados" pelo modo de viver das grandes cidades, mas ainda é possível encontrar um ou outro subsistente, que cria sua meia dúzia de vacas leiteiras, que faz o queijo caseiro utilizando litros e litros de leite, que mata um leitão ou porco gordo nas festas de família, que faz pamonha aos quilos, que tem sua pequena plantação de mandioca no quintal do terreno, que todo final de ano come diariamente sua manga espada colhida diretamente do pé, que cria galinhas e tem três cachorros magrelos no sítio.
Daqui não muitos anos, a figura do caipira virará um personagem da história do Brasil, como o senhor de engenho ou o fazendeiro escravista, ou então será lembrado apenas pelo Jeca Tatu e pelo caipira picando fumo do quadro de Almeida Junior.

domingo, 2 de novembro de 2008

primeira vez que eu disse "Eu te amo!"

Todos lembram quando e como foi o seu primeiro beijo. Eu me lembro do meu também...

Eu vou contar uma história.
Eu estava na sétima série e ainda era BV, ou seja, boca virgem. Esse fato muito me incomodava, a grande maioria dos meus amigos já tinha beijado, eu por ser inseguro e tímido ainda não, além de, principalmente, não querer perder a virgindade do meu beijo com qualquer garota, queria que fosse alguma que eu gostasse, eu queria ter uma boa lembrança do momento.
Eu conheci uma garota da quinta série, ela era divertida, quase do meu tamanho, não era bonita e tampouco feia, era mulata e achava todo mundo da sua sala um bando de infantis. Ficamos amigos, eu passava meus recreios com a turminha dela. Um dia por alguma ocasião ficamos sós nós dois. Eu queria já beijá-la fazia um tempinho, mesmo nunca ter gostado dela, achei que seria uma saída inteligente, eu beijaria pela primeira vez e com alguém legal.
A menina estava sentada na pilastra e eu em pé de frente a ela. Não me lembro do que falávamos, mas provavelmente eu já estava preparando o terreno e tinha certeza que ela aceitaria me beijar. Eis que pensei "é agora!", eu até hoje nunca sei pedir o primeiro beijo, naquela época menos ainda. Fiz o óbvio, eu pedi um beijo. A voz não saiu tamanha era meu nervosismo, mas ela entendeu que eu queria um beijo. Ela disse NÃO! Com uma naturalidade tamanha, depois disso eu não me lembro de mais nada.
Todo mundo tem uma história de sucesso do seu primeiro beijo, mesmo que ele tenha sido estranho. O meu primeiro beijo foi negado... Que fracasso heim!?

Agora sinto a obrigação de contar para vocês como foi meu primeiro beijo, vejam que honra, eu nunca falo sobre isso, nem mesmo a menina sabia que era meu primeiro beijo. Eu já estava mais crescidinho, tinha 16 anos e já fazia o primeiro colegial. Eu gostava de uma menina de cabelos tingidos de vermelho, ela era cool, inteligente e comunicativa. Ficamos muito amigos e o amor despertou em ambos. Eu ainda era muito tímido e inseguro, era óbvio que a gente se gostava, todos nossos amigos sabiam, daí um dia quando eu tinha certeza absoluta do sentimento dela por mim, eu enfim pedi um beijo. Era o horário da entrada, estávamos subindo para nossas respectivas salas. Ela aceitou meu beijo!!!!!! Foi meu primeiro beijo e com alguém que eu gostava de verdade!!!! Assim que pude, encontrei a melhor amiga dela e perguntei se ela gostou do meu beijo, eu fiquei com medo de ter beijado errado. Ela me confessou que a amiga adorou. Naquele mesmo dia beijamos de novo, desta vez eu tinha a segurança. No mesmo dia a pedi em namoro e começamos a namorar. Esse romance durou 2 meses, só que não resistiu nas férias que logo começaram...

Assim como o beijo, todos devem lembrar da primeira vez que disseram "eu te amo!", principalmente quem não banaliza essa frase. Eu também lembro quando disse pela primeira vez, foi mês passado. Eu já amei algumas poucas pessoas, mas nunca tive a oportunidade de dizer. Eu não vivia um romance, no máximo eu poderia me considerar um amante incomum. Vou contar como foi.
Eu estava conversando com ela pelo Msn, estávamos discutindo, a consciência dela estava pesando pelo fato de estar traindo o namorado e queria que eu me tornasse o melhor amigo dela. Isso eu não concebia, eu gostava muito dela e ela de mim, quando duas pessoas se gostam, devem ficar juntas e não deixar que os problemas que inventamos as separem. Eu não aceitei o término e ela perguntou o porquê. Imediatamente liguei no celular dela, eu não podia dizer aquilo que iria falar com letras secas no Msn. Liguei chorando e dizendo "Porque eu te amo!". Choramos e voltamos ao nosso normal de sempre, um sereno no molhado.
Depois disso falei muitas vezes que a amava, falei em todas as línguas que consegui aprender, de todas as maneiras que eu consegui e em todas as oportunidades. Ela também, sempre me falava e exigia no final de cada telefonema três beijinhos e um "eu te amo".
História feliz? Que nada! Assim como meu primeiro beijo, minha frase mais importante da vida foi um fracasso. Nós nunca chegamos a nos termos, a viver algo concreto juntos. Falei em vão. Eu novamente me precipitei.
Espero que em um futuro breve eu tenha o mesmo sucesso do meu verdadeiro primeiro beijo. Que eu diga: EU TE AMO e receba um beijo caloroso seguido de uma voz bem baixinha no ouvido “eu também...”.

Para terminar, quero que assistam este comercial. Ele sempre me emociona, é um incentivo para mim.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

MUBE

Dia desses eu saí para fazer umas fotografias de monumentos paulistanos, o local escolhido foi o jardim do MUBE - museu brasileiro da escultura.
Escolham a sua predileta.
Com vocês algumas fotos:






















domingo, 26 de outubro de 2008

documento sem foto na hora de votar

Acabo de voltar da eleição do segundo turno em São Paulo. Além de votar, eu fui matar uma dúvida. No primeiro turno eu levei meu título de eleitor e meu RG, imaginei que fosse necessário apresentar um documento com foto. Os mesários disseram que não era necessário apresentar, eu achei muito estranho, pois assim qualquer homem da minha faixa etária poderia votar em meu lugar.
Pensei que fosse um deslize por parte dos mesários do primeiro turno e hoje fui eu lá novamente com meu título de eleitor não plastificado e como única identificação minha assinatura. Mais uma vez dispensaram meu documento com foto. Votei e na hora de assinar eu vi que acima do campo reservado havia minha assinatura original, escrevi meu nome como normalmente e diferente de todas as outras, já que nunca consigo repetir minha grafia.

O sistema brasileiro de votação pode ser o mais moderno do mundo, mas não creio que seja o mais confiável. Se eu quiser posso muito bem pegar o título do meu irmão e votar na seção eleitoral dele, uma vez que temos candidatos diferentes. Agora eu penso, no estado do centro-oeste, no Mato Grosso, o TRE está armando um grande esquema contra compra de votos e corrupção dos eleitores. Limitaram os saques nos bancos de Cuiabá, estão vigiando as estradas para que não entre dinheiro para pagar eleitores vendidos e etc. Agora o que adianta toda essa precaução se não é exigido um documento que prove efetivamente que o título daquele eleitor é do mesmo?

Nossa sociedade é também conhecida, entre outras mil designações, como a sociedade da imagem. A visão figurou nos últimos tempos como nosso principal sentindo vital, exatamente isso que critica o escritor português José Saramago em seu livro "Ensaio sobre a cegueira". Como em pleno século XXI, com a banalização da imagem, dentro do sistema de votação mais moderno do mundo, não se exige algo tão simples, um documento com fotografia na hora de votar?
E olha que isso deveria ser exigido há muitas décadas atrás, hoje em dia se usam outros sistemas de identificação mais eficazes, como a leitura instantânea da digital dos dedos ou então da íris do olho, formas impossíveis de serem copiadas.

O que temos que fazer é exigir junto ao TSE a obrigação de documento com foto, como o RG, Carteira de Trabalha, Carteira de Habilitação ou passaporte, além claro do Título de Eleitor.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

sorte no amor

Sorte no amor existe?

Hoje quando acordei comecei a refletir sobre o assunto e não cheguei numa conclusão, quem sabe vocês não me ajudam? Vou apresentar aqui alguns pensamentos sórdidos sobre o assunto, falando da minha vida pessoal e algum caso parecido.
Se existe sorte no amor, eu definitivamente não a tenho! Minha vida amorosa é um desastre e até por isso evito e sou extremamente cauteloso em qualquer tipo de conselho neste assunto. Penso da seguinte forma, se eu não consigo dar um jeito na minha vida amorosa, com que direito eu posso dar pitaco na vida dos outros? Por outro lado eu penso que essa minha falta de "sorte" não seja uma coincidência ou uma determinação divina, mas sim uma conseqüência da minha personalidade e exigência com os outros.
Eu admito, não namoraria com qualquer pessoa, se não houver desejo exacerbado eu não prossigo. Geralmente eu nem começo com um beijo, é difícil eu fazer caridade, aí que entra minha exigência. Modéstia parte, meu currículo de beijos e sexos é invejável e para poucos, não me considero um cara bonito, sou desajeitado e entre outros mil defeitos que eu poderia muito bem citar aqui, mas a manutenção da minha auto-estima não permite. Como disse, eu sou exigente, o que atrapalha muito meu sucesso, eu não me contento com a miss Diadema, eu quero a Miss Brasil. Ainda por cima eu tenho uma personalidade que tem vida própria, sou impulsivo quando não precisava ser, sou imediatista quase sempre, sou eufórico e sou sincero.
Sinceramente não acho que minha personalidade seria motivo para atrapalhar um início de namoro, eu pelo menos não me importaria em achar alguém com as mesmas características.
Eu caio muito naquela máxima infatil "quem eu quero, não me quer; quem me quer, eu não quero".

Analisando um outro caso, eu tenho uma amiga que é LINDA, é MARAVILHOSA, é ESPETACULAR. É uma linda mulher também por dentro, é engraçada, inteligente, simpática e mil outras qualidades que prefiro parar por aqui. Ontem ela me confessou que apenas ficou com 8 garotos na vida e não resultou em namoro com nenhum. Sendo que todos que ela beijou, foram selecionados, não foi um beijo de intenção isolada. Quando ela me falou isso eu fiquei mais confuso, por que eu tenho ciência que não sou lá um gatão e por isso eu posso ser um "azarado" no amor, mas ela é realmente linda, onde passa chama a atenção, duvido que ninguém teria se interessado por ela a ponto de namorar, ela é pra casar! Por esse motivo que acho que a bendita da sorte, um substantivo abstrato assim como Deus, talvez não seja lenda.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

contra queda de cabelo

Faz muitos meses que eu sofria com uma acentuada queda de cabelo, que me deixou extremamente preocupado com minha aparência a médio prazo. Não sei o que ocasionou a queda em larga escala, pode ser por problemas de alimentação, estresse ou simplesmente falta de cuidado. Eu nunca fui muito de cuidar de cabelo, não era de lavar todos os dias a cabeça com xampú e condicionador e nem secá-los corretamente.
Mas desde abril ou maio quando percebi que caía muito cabelo e todos os dias, a todo momento, eu realmente me assustei. Porém, sou muito relaxado com a aparência, demorei meses para tomar uma atitude e pedir que minha mãe comprasse um xampú contra queda. Ela me comprou um caríssimo de amora feito pela Boticário. A embalagem é linda, o cheiro é maravilhoso, mas o efeito quase nulo. Depois disso ainda pintei meu cabelo, só tive a preocupação de comprar a tinta mais cara da drogaria, pensei que assim os riscos de estragar meu cabelo fosse menor. Para dizer a verdade não notei diferença, apenas meus fios que caiam não eram loiros, mas sim negros.
Agora eu comprei o xampú que eu julguei que seria o melhor, comprei no hipermercado mesmo. Comprei o Phytoervas antí-queda que na sua composição tem Bétula Natural, Pantenol e Vitamina A, é um de líquido roxo. Surpreendentemente em dois ou três dias as quedas praticamente se anularam e nem comprei o condicionador. Estou em tratamento há mais de uma semana e meu cabelo só cai durante o banho e uma quantidade considerada normal.
Por isso se você tem queda de cabelo, antes de pagar um dermatologista que vai te pedir mil exames de sangue e te convencer que está estressado, compre um Phytoervas da cor roxa, lave a cabeça duas vezes durante o banho, deixando cada vez uns dois minutos para o xampú tratar o couro cabeludo. Se em uma semana não melhorar consideradamente, aí sim procure ajuda médica. Lembro que paguei menos da metade do xampú de amora, cerca de 9 reais. Para mim foi um grande investimento.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

conflito entre polícia civil e militar

Lamentável e deprimente o que aconteceu hoje em São Paulo. A polícia civil e a polícia militar entraram em choque e mais de 23 policiais ficaram feridos.
As pessoas que deveriam zelar pela segurança da população se substimaram a esse papelão e quase que aniquilaram com as bases institucionais de suas respectivas organizações.
Estamos acostumados a ver nos meios de comunicação conflitos entre policias e bandidos, policiais e ambulantes, policiais e desfavorecidos, mas policiais contra policiais é ilógico, é praticamente a declaração da falência do Estado!
Não podemos, nós cidadãos, ficarmos calados, devemos demonstrar nossa perplexidade. Uma sociedade sem leis, ou melhor, sem cumprimento das mesmas é uma sociedade à beira do colapso.

O motivo da briga foi uma passeata conduzida pelos policiais civis até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual paulista, para reivindicarem aumento salarial. O governador José Serra do PSDB deu ordens explícitas para que os manifestantes não chegassem próximo ao palácio. Só acho que o Serra foi no mínimo infeliz na ordem, como é que ele pede para que policiais armados barrem policiais armados?
Se um ou dois policiais tivessem morrido seria caso até de impeachment! E pensar que o Serra quer ser presidente do Brasil...
Para finalizar, a polícia civil está em greve há mais de um mês e o governo social democrata do Serra e PSDB não quer sequer negociar.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

a sabotagem da felicidade

Por que temos a sensação de que a felicidade tem dia e hora para acabar? Por que não
conseguimos viver plenamente os momentos felizes? Será que temos embutido em nós um demônio para garantir nosso quinhão de infelicidade? Se ele existe, como eliminá-lo?
O medo da felicidade é o maior entrave da humanidade. Reforço a idéia do psicoterapeuta
Flávio Gikovate que defende exatamente essa tese, a gente tem medo de ser feliz! Arrumamos mil e uma desculpas esfarrapadas ou nos escondemos, tudo por conta do sentido de vida que todos nós temos. É paradoxal, mas é real.

O medo da felicidade é um fenômeno curiosíssimo. A maior parte dos casais que se amam, que
são dão bem, que têm tudo para dar certo, se separam! Por motivos duvidosos: um é sempre
casado e outros motivos banais que não deveriam interferir na felicidade. Na cabeça das
pessoas existe um fator contrário a felicidade amorosa. Quem não tem medo da felicidade, é porque não tem a mesma.

O medo da felicidade não existe nas crianças pequenas. Você pode entupi-las de coisas que elas gostam e elas não temem pelo futuro, ela continuação da felicidade. Você pode levá-las ao parquinho, depois ao Mc Donald's, depois ao shopping center, depois tomar um sorvete e comprar um brinquedo e elas ainda vão pedir por mais! Agora se fizer o mesmo com um adulto, nas suas devidas realidades de demonstração de felicidade, ele temerá por algo ruim, porque nada de muito bom vem sozinho ou então eles não vão querer tudo, é como se fosse "aaah, não precisa tudo isso, eu me contento com menos!". Tudo por causa da iminência de uma catástrofe vinculada à felicidade.

A sabotagem da felicidade acontece em cada nova conquista.
O sujeito que tem medo da felicidade no amor, foge dela irracionalmente, entretanto, se ele disser para si mesmo “eu vou enfrentar esse medo para ficar junto da pessoa que eu gosto." Ele vai conseguir sim alcançar a felicidade plena amorosa, mas antes precisa vencer o medo, o medo de ser feliz. E quanto melhor o encaixe, maior é o medo de ser feliz.

A gente tem que enfrentar tudo na vida, principalmente o medo.
Não tenha medo de ser feliz, busque a felicidade e não fraqueje nas barreiras impostas pela vida ou então pelas barreiras que você mesmo as cria. Seja feliz! Be happy! Var glad!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Violência e conseqüências futuras

Nós brasileiros já nascemos com a insegurança de exercer nosso direito constitucional de ir e vir. Os jovens, que são as pessoas mais afoitas para desbravar o mundo em que pertencem, sofrem até um pouco mais por conta da violência urbana. Não é à toa que exatamente eles despontam na liderança dos rankings de assassinatos por morte violenta nas grandes cidades.

Já está arraigado em nossa cultura o medo do próximo. As pessoas sempre têm desconfiança extra de um estranho e assim se alicerça nossa sociedade. É totalmente fora de qualquer parâmetro imaginar uma cultura e sociedade em que o medo de um transeunte qualquer não seja iminente. Isso porque está muito longe da realidade brasileira.

O medo nascente rege a sociedade quanto aos seus hábitos. Os adolescentes são grandes vítimas, pois ainda estão na ânsia de viver, contudo, conhecem a verdadeira realidade ainda superficialmente. Entretanto, seus pais, mais vividos e experientes, tentam de tudo para frear um pouco o modo de viver de seus filhos, com a intenção de zelar pela vida deles.

Especialistas, como a psicóloga infanto-juvenil Ana Cândida, alarma quanto o medo generalizado pode causar nas próximas gerações. Ela diz que as pessoas tenderão a serem acuadas e apreensivas, além de viverem seus apogeus comportamentais, típicos da adolescência, em outros momentos da vida, alguns pouco cabíveis.

É notório que a violência urbana não é uma chaga de agravante único e presente, mas traz consigo conseqüências comportamentais e psicológicas que atingirão os hábitos, costumes e pensamentos das gerações futuras.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

meus candidatos

Vou apresentar aqui meus candidatos à Prefeitura e à Câmara de vereadores de São Paulo. Quem quiser seguir meus votos (ou seria conselhos?), fiquem à vontade!
Para prefeito eu votarei na Soninha do PPS. Eu a conheço pessoalmente, sei da sua honestidade, do seu amor por São Paulo e a vontade de fazer algo para a sociedade. Não vou votar apenas por sua honestidade e disposição, mas por concordar com a maioria dos seus projetos. Ela é única candidata visionária e não tem um discurso populista para seduzir votos dos mais indefesos intelectualmente. Infelizmente a sociedade não está pronta mentalmente para aceitar suas idéias, não digo que a Soninha é uma candidata a frente do seu tempo, só acho que a população brasileira ainda é muito atrasada. Daqui uns 10 anos suas propostas farão sentindo, agora apenas 4% da população sabem disso e não é porque eu sou um eleitor dela, mas quem vota nela são pessoas bastante instruídas, que lêem, que se informam, que têm opinião formada.

Meu candidato para vereador é o Alexandre Motonaga do PV. Fiz questão de escolher alguém que não exerce o cargo atualmente, sei que a Câmara Municipal de São Paulo está infectada de políticos sujos e vagabundos. Salvo algumas exceções. Mas pensem, 92% dos projetos votados não são eficientes para os paulistanos, são basicamente trocar nome de rua, entregar título de honra. Esse servicinho medíocre não justifica os altos salários que eles recebem. Agora dizendo o motivo de votar no Alexandre Motonaga. Li as propostas dele, são bastante coerentes e aplicáveis. Só espero que ele tenha caráter, pois ainda não consigo enxergar isso nas pessoas apenas a visualizando.

Soninha 23
Alexandre Motonaga 43600