sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
trocando de operadora
Antigamente as pessoas evitavam trocar de operadora de celular ou até mesmo de fixo apenas para preservar o número que elas tinham há anos. Seja por contatos, seja por gosto, mas o que segurava a pessoa à antiga operadora é por causa do número, a partir de segunda-feira isso não será mais obstáculo. São Paulo, Pará, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso vão integrar aos demais estados que já têm essa vantagem.
Para quem pensa que terá que desembolsar uma fortuna para trocar de operadora e manter o número está enganado, a Anatel afirmou que as operadoras poderão cobrar no máximo R$4,00 reais pela migração, a maioria das operadoras que atuam em São Paulo como a Vivo, Oi, Claro e Telefônica já adiantaram que não cobrarão pelo serviço, que será rápido e fácil, basta o usuário ir até a nova operadora, solicitar a troca de operadora, levando os documentos pessoais e em um prazo de 5 dias o processo estará realizado.
Hoje no Brasil apenas 290 mil pessoas trocaram de operadora, o que representa aproximadamente 0,2% de todos os usuários de telefonia no país.
Eu, semana que vem, farei parte dessas pessoas que trocaram de operadora. Sou cliente da Claro há muitos anos e de um tempo para cá estou tendo sérios problemas de sinal. Eu sempre falei muito bem da minha operadora, até a recomendava, porém, de um ano para cá estou juntando muita raiva dela. A todo momento fico sem sinal, onde nunca tive esse problema. Por exemplo, em meu quarto, aqui sempre tive abundância de sinal, agora vez ou outra fico sem sinal e de repente, sem mais ou menos, volta ao normal. Isso não acontece apenas em meu quarto, mas em toda a cidade de São Paulo e não só comigo que a falha de sinal é persistente. Eu já perdi ligações muito importantes por conta disso e não pretendo continuar a depender das graças da Claro.
Essa operadora mexicana está investindo muito em tecnologia e em sua marca, entretanto, esqueceu de investir na qualidade do serviço. Hoje me desligo da Claro e recomendo a todos: Não comprem serviços da Claro, são bonitos e não funcionam.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
novo visual do blog
Por enquanto não será definitiva, a escolhida é uma fotografia de um show russo chamado Slava's Snow Show que eu conferi aqui em São Paulo há uns dois anos. Essa foto, assim como o show, para mim mostra seriedade, humor, espontaneidade e uma alegria bucólica. Ela ainda é passível a várias interpretações visuais. O que significa essa grande bola que o palhaço carrega? Para mim é a experiência de vida que ele carrega consigo aonde vai. E essa tempestade de papéis brancos? São as milhares de tempestades que passamos na vida. Por que a figura de um palhaço? Os palhaços são os seres mais puros e verdadeiros, fora o dom divino de fazer inocentes rirem.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
roubos no corredor Rebouças / Consolação
Uma quadrilha de latinos americanos vindos, principalmente da Bolívia, está assaltando freneticamente nos ônibus paulistanos do corredor Rebouças / Consolação. Ao menos é o que pude atestar duas vezes ao vivo e também ouvi inúmeras vezes amigos contarem casos que assistiram ou então que vivenciaram.
Não sei ao certo se é uma quadrilha ou pessoas aleatórias, o fato é que muitos bolivianos fazem a festa nos ônibus cheios que trafegam na via que liga a zona oeste ao centro. Eles furtam celulares, carteiras, mp3 players ou qualquer outro objeto de valor que estejam no bolso, bolsas e mochilas. A técnica é discreta, como quem anda de ônibus sabe que é aquele empurra-empurra, eles aproveitam da situação e com a mão leve, batem a carteira. Eu presenciei uma tentativa quinta-feira que por minha causa foi frustrada. O assaltante sempre está bem vestido, de forma social, entra no ônibus exatamente atrás da vítima, usa uma blusa na mão, para justamente esconder os movimentos dela. Eu entrei atrás do assaltante, quando vi a cena, eu dei um tapa na mão do ladrão, pedi que a vítima colocasse a bolsinha pra frente do corpo e o assaltante para sair da situação fez de desentendido, dizia que não falava português e desceu dois pontos depois.
Essa é a tática deles, não raramente são descobertos e logo fingem não entender a situação, fazem-se de vítimas do preconceito brasileiro. Um desses bolivianos assaltantes já chegou a ameaçar uma amiga minha, que usa diariamente os ônibus e já delatou diversos desses vagabundos.
A recomendação para evitar o infortúnio do furto é ficar com a bolsa diante o corpo, nunca usar as mochilas nas costas, não deixar celular em bolsos traseiros. Essa via é realmente muito perigosa, conheço muitos casos de amigos que foram furtados. Eu que pouco uso o corredor Rebouças / Consolação já presenciei dois casos, o de quinta-feira e outro ano passado. Realmente é muito frequente esse tipo de furto, vou ainda esta semana ligar no Disque denúncia da Polícia para eles colocarem policiais à paisana e começarem a prender esse bando especializado em furtos em coletivos.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
primeiro livro
Eu estava trabalhando intelectualmente nesta obra desde o ano passado e só tive tempo para me dedicar integralmente a ele neste mês de férias. O resultado ficou satisfatório, uma vez que sou extremamente exigente comigo mesmo. Eu já enviei para uma revisora amiga minha, depois que ela revisar o próximo passo será publicar o livro. Tenho a intenção de fazer ainda este semestre.
O nome do livro ainda não está definido, tenho dois em mente, por enquanto será "As brincadeiras de Mariana". O livro é um romance dramático com fagulhas de humor, escrevi de uma forma inovadora, que lembra a linguagem de cinema. Quem leu alguns trechos disse que é pura fluidez, pelo menos um dos objetivos foi alcançado.
Em breve novidades sobre o assunto.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Jequitinhonha, infância à venda
Ontem eu estava assistindo o SBT Brasil que está apresentando uma série especial chamada “Jequitinhonha, infância à venda”. Logo de início fiquei perplexo com um dos testemunhos mais marcantes que assisti em toda minha vida, de uma menina dizendo que entregava o corpo para clientes quaisquer a pedido do pai para comprar comida, começando com isso aos 15 anos e recentemente descobriu estar com AIDS.
A reportagem é um verdadeiro tapa na cara da sociedade que mascara alguns dos seus problemas, que muitas vezes não estão escancarados. Afinal de contas o Vale do Jequitinhonha, região onde foi gravada a série sobre a infância e a prostituição, é conhecido por ser uma das regiões mais carentes do país, com seu IDH abaixo da Bolívia e escondido no norte de Minas Gerais.
Ao terminar de assistir a primeira reportagem, antes mesmo de terminar, uma repugnância tomou conta de mim. Tantas vidas desperdiçadas, tantas vidas desconsideradas, crianças se prostituindo por cinquenta centavos, famílias inteiras no ramo da prostituição por sobrevivência, meninas com AIDS e ainda assim trabalhando na rua sem a menor proteção. É de ser ver e revoltar-se.
A reportagem me lembrou um filme brasileiro que mexeu muito comigo, que só de lembrar, me deixa arrepiado, o filme em questão é “Anjos do sol” e conta a história de crianças aliciadas em regiões pobres como o Vale do Jequitinhonha e vendidas como mercadoria. Quem vende? Os próprios pais. Quem compra? Pessoas poderosas do interior do Brasil. Quem nunca assistiu, procure na locadora Anjos do Sol de Rudi Lagemann. Eu preferia acreditar que aquilo era pura ficção, infelizmente não é e a prova disso é o que retrata a reportagem do SBT Brasil.
A série foi feita por Sérgio Utsch e equipe, por enquanto assisti apenas a primeira, hoje e durante a semana assistirei ao restante. Eu sugiro que quem puder, assista também, a revolta será simples consequência.
SBT Brasil, com Carlos Nascimento, todos os dias às 21h00.
Para quem perdeu ontem a primeira reportagem, já está disponível no UOL a matéria na íntegra. E aqui no meu blog também.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
A Casa dos Budas Ditosos
O intuíto do filme é despertar a vontade do espectador em ler o livro, por isso fizemos intencionalmente ele se assemelhar a uma sinopse visual.
Antecipo que a luz do filme no Youtube está comprometida, em DVD ele tem outro resultado visual, muito mais agradável.
Depois digam o que acharam.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Pensar a morte por Thaís Yumi
Pensar a morte
Já foi dito que o homem vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido. Isso até poderia ser aceito nos primórdios da existência humana, em que o Homo era mais demens do que sapiens. Entretanto, já com o encéfalo desenvolvido, é contraditório viver apenas como um animal cumprindo com seu ciclo vital, procriando apenas para abastecer o mundo e esperando a morte como somente o final de uma trajetória sem sentido.
A vida leva um ritmo que uns acreditam ser rápido, outros monótono, uns vivem a espera dos acontecimentos, outros fazem acontecer. A passividade em relação à vida se torna maléfica na medida em que nos tornamos insensíveis a morte, menosprezando nossos atos, nossa existência, o destino do planeta. Pensar a morte é dar sentido à vida.
Porém, mesmo consciente de nossa mortalidade, somos vulneráveis a peças que a vida nos prega, ou seja, vamos morrer – ao menos fisicamente – um dia. A questão é se fora, ou não, válido ter vivido.
Otto Lilienthal, alemão que criou o planador, contribuiu para a criação do avião, porém morreu em vôo, com a sua própria criação. Marie Curie descobriu o elemento químico radio e passou o restante de sua vida realizando pesquisas sobre radiação, mas sua exposição constante a esta fez com que ela desenvolvesse leucemia, o que provocou sua morte. Também conheço a história de um chinês que defrontou um tanque de guerra, de um indiano que fez uma revolução sem armas, e de tantos Josés e Marias que são sepultados por tentarem salvar a vida de seus semelhantes. Para o nascimento de progressos e glórias, algumas vidas tem que ser arriscadas, sacrificadas.
Sim, também há as pessoas samambaias, nas quais a mediocridade é um estilo de vida, talvez elas tenham medo do novo, afinal pode ser perigoso, talvez nem mesmo saibam para que vieram ao mundo e ignoram a morte devido a incapacidade de lidar com a própria vida.
Dizem que os únicos que superam a angústia são os heróis, os santos, os loucos, os artistas e os revolucionários. Possivelmente, estes sabem construir uma vida vivida e não morrem, amadurecem por completo, atingindo a perfeição humana.
Thaís Yumi.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
bando de ignorantes
Hoje eu tive que acompanhar uma pessoa em um posto de saúde e como já esperava, os pacientes de lá eram todos previsíveis, pessoas de certa idade, a maioria mulheres e todos com feições de conformados.
Eis que apareceu pelo corredor uma senhora, aparentemente mais velha do que as demais, comunicando-se com as pessoas, reclamando de não sei o quê e caminhando com propriedade. Ela fugia do padrão daquele local, logo descatou-se em meio daquele lugar-comum de pessoas e atitudes vazias. Conversou com dois ou três conformados e esses apenas a olhavam com silêncio sepulcral, no máximo depunharam um sorrisinho amarelo de consentimento para não parecer mal educados.
Inicialmente pensei que aquela velha tinha problemas psíquicos, logo prestei mais atenção ao que ela dizia, eram algumas informações desencontradas, todavia, com significados completos por si só.
Ela dizia ter 90 anos e meio, usava um vocabulário primoroso, não errava uma concordância e não demonstrava ser mais uma das demais.
Meus ouvidos ficaram atentos as suas palavras, comecei a saber quais eram suas críticas, essas muito bem intencionadas; ela reclamava por ela e pela humanidade, reclamava pelo o que todos ficavam calados quando deveriam também queixar-se.
Logo os conformados a julgaram esclerosada, ninguém obviamente abriu o bico, ninguém ali tinha discernimento a altura daquela senhora de cabelos branquíssimos. Ela percebendo ou lendo a mente dos outros logo bradou: "Bandos de ignorantes!".
Ela chamou de bando de ignorantes todos que não moviam uma palha, que não soltavam uma sílaba, que não faziam um gesto por um mundo melhor. Ela exigiu naquele momento um mundo melhor, não para ela, mas para a garotinha de poucos menos de 6 anos que estava ali, sentada, ao lado da mãe conformada.
Minha vontade era aplaudir aquela senhora, certamente eu seria taxado silenciosamente como um outro esclerosado, invés de aplaudir, tirei uma foto e escrevi este texto.
O que depender de mim, farei do mundo um lugar melhor para mim, para aquela sábia senhora de quase um século de vida e para aquela garotinha de 5 anos. Pequenos gestos são capazes de grandes transformações.
sábado, 17 de janeiro de 2009
2009
E sei que serão muitas. Aguardem...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Programa Esporte Sensação no Ar
Amanhã estreio no rádio, farei pequenas entradas no programa Esporte Sensação no Ar do Alberto Chammas, pela rádio Trianon em São Paulo. Peço que vocês sintonizem às 10h30 de todos os sábados, na Trianon 740AM.
O programa inicialmente terá apenas 30 minutos, toda semana uma entrevista com algum ícone do esporte nacional. Este sábado será com o medalhista olímpico e herói nacional, César Cielo.
Espero a audiência de vocês também no rádio.
Leandro Vitor
