domingo, 28 de fevereiro de 2010

Funcionário de uma grande empresa

Ano passado eu decidi estagiar na área de marketing de uma grande empresa. Por dois motivos: ambiente onde eu pudesse aprender com profissionais experientes e ter a oportunidade de crescimento. Por isso eu acabei me inscrevendo em diversos programas de estágios. Esses programas recebem sempre milhares de inscritos e em muitos deles eu fui para frente. No próximo post eu vou escrever um texto dando dicas cruciais de como ir bem nesses processos. Resumindo essa parte, eu passei nos processos seletivos do Itaú, da Oi, da Volkswagen e do Santander. Eu pude escolher a empresa na qual eu gostaria de trabalhar. Um luxo merecido, pois eu dediquei boa parte do segundo semestre de 2009 com esses programas.

Eu optei em trabalhar no Santander por diversos motivos, desde remuneração até a política de desenvolvimento dos funcionários. O modo que a empresa foi apresentada pela Page Personnel - consultoria de recrutamento - fazia qualquer funcionário público pensar duas vezes se não trocaria seu emprego estável por um emprego na instituição.
Estou satisfeito com a minha escolha, eu ainda não comecei o trabalho, mas já conheci a equipe com quem vou trabalhar, o lugar e parte do prédio. O edifício que fica a sede do Grupo Santander Brasil é um capítulo a parte. Li na Exame que ele custou 1 bilhão e 100 mil reais. É um dos prédios mais imponentes de São Paulo. Estou encantado pelo prédio até agora. Meu andar será o vigésimo, onde fica o departamento de Qualidade e Sustentabilidade. Isto é, o meu departamento!
De cara houve uma empatia pelos meus superiores. Acredito que foi recíproco, já que foram eles que deram a palavra final e me contrataram.
A resposta que eu fui selecionado veio exatamente há um mês. E só consegui entregar a documentação exigida pelo RH da empresa há dois dias. O CIEE, o Mackenzie e os fatos mais inesperados possíveis fizeram eu atrasar a entrega. Eu já tinha ódio da burocracia, hoje eu já declarei guerra contra ela. 
Resumindo. Estou super feliz e e empolgado. Ansioso para começar de vez e ajudar o Santander ser o melhor banco do Brasil. Meta que é verdadeira e tenho certeza que conseguiremos juntos.

Para finalizar, uma histórinha entre mim e o banco.
A primeira vez que eu ouvi falar desse banco foi em 2000, portanto há 10 anos e eu tinha apenas 12 anos de idade. Foi quando ele comprou o Banespa, banco estatal do Estado de São Paulo. Lembro que tinha odiado, porque um banco "nosso" acabara de ser comprado por um banco espanhol. Lembro também que saiu uma tirinha na capa de um jornal do famoso prédio do Banespa no centro de São Paulo, onde tem uma bandeira paulista tremulante e abaixo escrito Banespa, nessa tirinha o mesmo prédio tinha uma bandeira espanhola e abaixo estava escrito BanESPANHA.
Depois superei isso, até mesmo abri uma conta no Santander e hoje tenho imenso orgulho de trabalhar no Grupo Santander Brasil.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

a não obrigação de atos heróicos

 Incrível a capacidade das pessoas em julgar e crerem no poder de autonomia para isso em relação a figuras públicas que assim são não porque procuraram ser, mas acabaram sendo.



O caso que venho vos contar é do ser mitificado ainda vivo, o Tiger Woods. Dizem as boas e más línguas, que ele é o maior golfista de todos os tempos. Não posso emitir opinião porque não conheço nada do esporte, porém conheço muito do Tiger.


Como o Pelé, ele faz propaganda de tudo e com um cachê de fazer inveja a qualquer Tio Patinhas. Conheço-o por meio dessas propagandas e das muitas fotos que vi em jornais. Muitos enxergam esportistas campeões como heróis. Minha visão de herói é aquela de uma pessoa que salva uma nação, um grupo de pessoas ou então que até mesmo uma única vida do perigo. Um bombeiro é um herói, um golfista não.


Talvez por falta de heróis, já que a maioria deles são apenas seres imaginários ou de histórias de ficção, as pessoas colocam essa necessidade de venerar alguém como semi- Deus em pessoas públicas, como esportistas ou músicos. Coitado dessas pessoas que foram colocadas no pedestal sem antes ter sido consultadas. Creio que golfistas, usando o exemplo deste texto, o Tiger Woods, não escolheram o ofício por quererem tornar-se heróis, mas sim porque gostam do esporte e têm talento para isso.


E nessa confusão de heróis místicos dos livros com heróis empossados da vida real, as pessoas não conseguiram assimilar que os heróis da vida real não são seres perfeitos ou que estão o mais próximo possível dessa perfeição. Talvez sejam extremamente bons em alguma coisa, como o Tiger é nas tacadas e na mira miraculosa. Mas não em tudo.


Quando o herói mostra-se imperfeito todos seus fãs, súditos, fanáticos, dependentes e afins, pegam suas pedras para apedrejar o herói que antes era o maioral. Mas desta vez não há Jesus Cristo para lembrar que ninguém é perfeito. É o herói contra a massa moralista e cega. E esse ato de apedrejamento nada mais é que um paliativo próprio, como se as pessoas se enobrecessem a cada discórdia dos atos errados do herói.


Tiger não deve nada para ninguém, ele sendo uma figura pública em que muitas pessoas depositam sua insignificância nas costas dele ou sendo o nosso vizinho que nós pouco sabemos a respeito.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Gringo no samba

O Carnaval em São Paulo muitas vezes se resume em desfiles de escolas de samba e apesar do que alguns cariocas pregam, a capital paulista não é o túmulo do samba. Prova disso é a existência de renomadas escolas de samba, entre elas podemos citar a Nenê de Vila Matilde, que na verdade está instalada no bairro da Penha, a Rosas de Ouro e a Vai-Vai.
Certa vez fui conhecer um ensaio a convite da Lygionilda, garota com olhos de gato que trabalha no aeroporto e fala igual a um travesti, apesar de ter órgãos genitais femininos. O ensaio era na quadra da Vai-Vai, no Bexiga, como eles costumam dizer e não Bela Vista, como os moradores costumam dizer. De cara notei que o ensaio não acontecia na quadra, mas sim na rua e ela, obviamente, interditada.
Decidi brincar com minha aparência, por ser loiro e muitos dizerem que tenho aparência de estrangeiro, eu fingi ser holandês. Escolhi essa nacionalidade porque sei que o brasileiro típico mal sabe onde fica a Holanda, portanto, não conseguiria pegar minha pegadinha por conta de algum deslize meu acerca da cultura. Também decidi ser holandês por um dia porque eles falam prioritariamente o holandês, sua língua mãe, e outros idiomas, como o inglês, eles aprendem no dia-a-dia, de modo mais informal, portanto, caso eu escorregasse no inglês, ninguém poderia apontar o dedo na minha cara e dizer que sou uma farsa.
Fui lá, fazer o gringo que mora dentro de mim sambar. Eu, assim como qualquer estrangeiro animadinho, tenho total convicção que sambo bem pra dedéu, apesar de não sambar nada e geralmente tropeçar nos passos. Minha maior fonte de inspiração é o mestre-sala, que rodopia e pula feito uma perereca reumática.  Às vezes também me desce, como uma pomba-gira, minha maior referência “sambística”, a Globeleza, e danço loucamente.
Comecei meu show particular, não que essa fosse minha intenção, e não demorou muito para as pessoas apontarem, rirem discretamente, pouco depois nem tão discretamente e não muito depois, a tirarem foto, filmarem e me imitarem – sarcasticamente -. Virei atração no ensaio da Vai-Vai, competindo a atenção com as mulatas de minissaia.
Os outros gringos, os de verdade, eram bem mais discretos, no máximo dois passinhos para lá e dois para cá, com os dedos indicadores apontados para o céu e os braços em ângulo de 90º graus. Fiz várias amizades breves, treinei o inglês do povo, não que o meu era bom a esse ponto, aprendi a falar palavras em português com o sotaque mais cômico que eu conseguia imitar e a noite transcorreu na maior alegria.
Descobri em mim um dom, sou o maior pé de valsa, quer dizer, maior pé de samba de toda a Holanda. Rotterdam ficou pequena demais e no ano seguinte, este de 2010, voltei para a quadra da Vai-Vai, ouvir a bateria estremecer meu corpo com aquela batida fenomenal e sambei novamente, agora embaixo da chuva e agradeci a Iemanjá (???) pela noite molhada de samba.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Leandro Vitor, profissional de marketing

Desde muito cedo eu queria ser jornalista. Não sei ao certo o que queria com o Jornalismo, se era trabalhar na televisão (velho sonho meu), se era informar a população ou então posar como intelectual.
Fui alimentando esse sonho e fazendo dele meu objetivo maior na vida. Quem me conheceu entre meus 12 anos até meus 20 e 21 e pouco, certamente sabia dessa minha vontade, eu a estampava na cara e todos diziam que eu faria uma grande carreira. Só que a vivência e o amadurecimento foi aparecendo, eu percebi que não levava tanto jeito para a coisa. Com o passar dos meses, eu estudando Jornalismo na faculdade, sentia-me mais pressionado e incompatível com a carreira de jornalismo. Daí bateu o desespero, se eu não for jornalista, o que serei?

Eis que no primeiro semestre de 2009 tive uma matéria na faculdade chamada Marketing em Comunicação, com o professor Cadu e de repente, o mundo descortinou perante mim. Eu me encontrei totalmente e comecei a ter um imenso prazer em estudar Marketing. Em um ano estudando eu tenho mais livros da área do que livros de jornalismo que estudo há três anos e meio.
O Marketing para mim é tão lógico e ao mesmo tempo interessante e desafiador, que não me vejo trabalhando em outra profissão. Fico bastante feliz que aos 22 anos de idade eu já sei muito bem o que quero e agora não ouço mais os outros dizendo que terei uma grande carreira, afinal de contas a maioria ainda me vê como um jornalista, agora eu tenho certeza que terei uma grande carreira em Marketing. E estou construindo pouco a pouco desde o ano passado quando entrei na Amberg Filmes.

Este post não é nenhuma autoafirmação, pois como explicitei, sei bem o quero e faço por onde, este post é apenas um comunicado aos que ainda me veem como jornalista.
E quem quiser ler meu blog de marketing, fica aqui o convite para conhecerem meu Marketing de Atendimento onde eu avalio o atendimento das empresas, faço críticas e sugestões e etc.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Veja, o descompromisso com o Jornalismo

Abaixo está o e-mail que acabo de enviar para o veja@abril.com.br
Nele mostro o motivo pelo qual não vou mais renovar minha assinatura da Revista Veja.


Aqui em casa somos assinantes da revista Veja. Eu por ser estudante de Jornalismo acho mais do que necessário ser assinante da principal revista informativa do país e claro, de um jornal de qualidade.
Todavia, ando muito insatisfeito com a postura editorial antiética da mais importante revista do Brasil. Há anos que vocês da Veja já escandalizaram em que time jogam e calcam toda a política editorial em cima disso. Falo principalmente em ordem política, contudo há resquícios em todas as áreas da revista, como vocês bem sabem disso.

Eu estava relevando tudo, lendo com um espírito crítico muito maior, com minhas antenas ligadas para não ser contaminado com opiniões nada disfarçadas, mas cheguei ao meu limite ao abrir as últimas edições e encontrar um assombro, excesso de ironias.
Por favor Veja, não confundam Jornalismo com J maiúsculo com caderno de piadas. Se eu quiser ler isso eu compro relíquias do O Pasquim ou então a Bundas. Se sou assinante da Veja quero saber o que está de fato acontecendo no mundo em que vivo.
Hoje a degradação do Jornalismo chama-se Veja.

Em fevereiro vence minha assinatura, não trabalho com a remota hipótese de renová-la. Tenho mais o que fazer, ou melhor, tenho leituras de melhor qualidade para fazer. Infelizmente o retrato do Brasil é péssimo, mas está a altura do seu retratista principal, a Veja.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A questão do transporte público em São Paulo.

São Paulo é conhecida nacionalmente como a cidade dos congestionamentos sem fim. Uma fama bastante justa. Inclusive essa característica ultrapassou aquela da "terra da garoa", "lugar onde se ganha a vida" e entre outras muitas.
A população paulistana está acima dos 11 milhões de moradores e a quantidade de carros ultrapassou os 5 milhões faz tempo. Como foi bastante divulgado nos noticiários, no ano de 2009 as montadoras de automóveis bateram recordes de venda e grande parte desses novos carros vieram para a engasgada malha viária de São Paulo.

Os números não mentem, não há mais lugar para carros na cidade, logo mais teremos que optar por nós ou por eles. A solução para esse problema todos já sabem e inclusive as propagandas pagas e caras dos governantes reverberam em todo canto: "Vamos construir metrô!", "vamos fazer corredor de ônibus" e principalmente, "vamos deixar os carros na garagem e utilizar o transporte público!".
Todavia, os fatos não correspondem ao discurso. Alguém me diz, é possível utilizar o transporte público na cidade de São Paulo e arredores com o mínimo de conforto? Impossível! Chega ser impraticável utilizar o transporte público com o mínimo de dignidade. Pagar uma tarifa super cara para ser espremido entre tantos outros cidadãos é humilhação pública.

Desde o dia 04 de janeiro deste ano a tarifa do ônibus na cidade de São Paulo aumentou de R$2,40 para R$2,70. Uma tática cafajeste do sem caráter Gilberto Kassab, atual prefeito de São Paulo. Digo tática porque esse político do DEM durante a eleição que ele venceu em 2008 prometeu não aumentar a tarifa do ônibus no ano seguinte. Dito e feito, ele não aumentou, porém, no primeiro dia útil do ano seguinte - 2010 - ele aumentou a tarifa acima da inflação acumulada.

A reportagem de Guilherme Balza do site Uol Notícias fez uma conta de quanto o paulistano gasta usando duas tarifas de ônibus diária por mês. O valor fica em R$162,00, o que representa 31,7% do salário mínimo. Caso utilize a integração com o metrô, que fica em R$4,00 reais a tarifa, o valor sobe para R$240,00 ou 47% de um salário mínimo.
Só posso fazer um comentário. É absurdamente revoltante. Qual incentivo que o Governo dá para que os paulistanos deixem seus automóveis na garagem e utilizem o transporte público? Eu que não pensava em comprar um carro tão cedo já estou mudando de ideia e fazendo planos em adquirir em um futuro breve um automóvel. Ainda assim é um pouco mais caro manter um carro, mas prefiro estar dentro de um parado no trânsito a ser machucado dentro de um metrô ou ônibus e pagar caro por isso.

Eu até acharia justo pagar esse valor que é cobrado hoje caso eu viesse sentado ou então em pé sem ninguém encostado em mim. Mas pagar R$2,70 e ser quase esfolado vivo dentro de um coletivo é o cúmulo e deveria ser resolvido na justiça.

Existe no Brasil um movimento social chamado Movimento do Passe Livre (MPL) que luta por um transporte público mais digno, honesto e barato. Eles defendem a migração do transporte público do setor privado para o público. A minha opinião é totalmente igual. O transporte, ainda mais em uma cidade como São Paulo, não pode ser utilizado para o lucro exarcebado de alguns empresários do setor, pois é uma área estratégica e de importância social inestimável. Eu tenho algumas ideias que eu ofereço aos vereadores ou políticos para um transporte mais justo e digno para a cidade.

Deixando o sistema de transportes do modo que está é mais do que necessário que a Prefeitura e o Governo do Estado façam o subsídio da tarifa, deixando-a abaixo de 2 reais. Desse modo preservaria os atuais alicerces do transporte e também os contratos. Se foi privatizado o setor de transporte público, o usuário não pode ficar refém dos valores que os empresários exigem.

Outra saída é seguir a lógica do MPL e incorporar o transporte público sob a direção do Estado e claro, o mesmo não usá-lo como máquina de fazer dinheiro, apenas cobrar para não ter prejuízos. Se, por exemplo, hoje o gasto médio fosse R$1,50, então esse seria o valor cobrado. E como alternativa, o Governo poderia liberar que os atuais empresários do setor explorassem um transporte público alternativo, isto é, linhas de ônibus mais confortáveis e com tarifa liberada. Já existe o tal do ônibus fretado que a prefeitura está combatendo (outra medida cretina do Kassab, pois quem utiliza o fretado é porque não quer usar o transporte público e prefere deixar o carro em casa), mas esse transporte público alternativo seria linhas de ônibus iguais às convencionais, porém com valor diferenciado e claro, maior conforto.
Precisamos ser realistas, uma pessoa com uma condição social favorecida não vai querer dividir um mesmo coletivo com um desfavorecido. Muitos utilizam o carro não porque preferem dirigir, mas por status mesmo. Nossa sociedade desde 1500 está calcada nessa diferenciação hierárquica e não vai mudar tão cedo.

Enquanto ninguém implanta um sistema de transporte público eficiente e digno, vamos cobrando carros e colocando na rua ao mesmo tempo, até a cidade finalmente parar de vez.
E preparem o bolso queridos paulistanos, muito em breve a tarifa do Metrô e CPTM aumentarão e podem ter certeza que ultrapassará o valor do ônibus.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Mudanças

Não existe melhor época como esta - final de ano - para falar sobre o tema deste meu post: mudanças.
Posso falar por mim, mudar é sempre muito difícil. Ainda mais um comportamento ou hábito que você cultiva há muito tempo. E nem sempre a força de vontade é suficiente para mudar. Afinal de contas sempre estamos correndo atrás de mundanças em nossas vidas.
Todavia, a mudança que quero tratar aqui é outra. É aquela que mudamos sem perceber, sem esperar e muito menos, sem planejar.

Confesso que sou um cara um tanto quanto pessimista na alteração de perspectivas reais. Até alguns dias atrás não acreditava nessa mudança que estou tratando no texto, até olhar para mim e verificar que mudei muito! Essas mudanças são lentas e graduais, é uma construção inconsciente (não é regra!) e que você só percebe quando relembra seu passado ou faz balanços da própria vida.
Acho que por não conseguirmos observar alguns tipos de mudanças, como a transformação do verde para o maduro, o crescimento na estatura ou quaisquer muitas outras que integra nosso cotidiano, a gente fica com esse pensamento racional dividindo realizações em etapas e não em mudanças gradativas.

Faça um teste e relembre algumas convicções e pensamentos que você tinha há tempos atrás, ainda mais se você é um adolescente, momento de muitas construções e desconstruções, e notará que em muitos casos houve uma mudança de 180°.
Exemplo banal. Desde criança eu odiava música sertaneja, porém cresci ouvindo por influência do meu pai. Conheço de ouvido toda a nata sertaneja e me arrisco a acompanhar sem escorregar muito na letras as principais modas de viola. De um tempo pra cá eu me peguei ouvindo e cantando com esses novos cantores que tocam o chamado sertanejo universitário. Eles, possivelmente, foram os responsáveis por me fazerem começar a gostar desse gênero musical, que particularmente acredito que eu já gostava no meu íntimo, no Id, porém meu Superego bloqueava com todas as forças. Essa é uma das mudanças mais difíceis de serem concretizadas, pois lida com valores próprios e sabemos bem que valores, cultura e hábitos são complicadores de serem alterados.
Hoje em dia canto com o coração Milionário e José Rico, quando há não muito tempo atrás teria verdadeira repulsa.

Infeliz é aquele pau que nasce torto e nunca se indireita.

domingo, 22 de novembro de 2009

As dificuldades de publicar o primeiro livro

Para comemorar minha centésima postagem eu vou falar de sonhos.

Eu sempre gostei de escrever, muito mais de escrever do que de ler, tanto que acabei optando erroneamente em ser jornalista. Escrever para mim não pode ser meu único ganha pão, mas na verdade algo que faço quando estou inspirado. E minha professora Fernanda Mazza já disse uma vez em aula, que jornalista não pode depender de inspiração, mas precisa ter técnica. Eu estou me lixando para técnicas, por isso muitas vezes meus textos são esquizofrênicos.

Eu ainda na pré-adolescência escrevi meu primeiro livro, era nada mais do que um punhado de referências da época no papel. Foi uma experiência e tanto, dediquei muitas noites ao livro que nunca teve um título definido. Lembro que a cada capítulo que eu escrevia, eu entregava ao meu melhor amigo da época, o Tiago Ribeiro, para que lesse. Ele dizia sempre adorar e isso me empolgava mais e mais a escrever. Terminei de compor e guardei como uma vitória e lembrança. Não lembro de ter a pretensão de publicá-lo. Acho que ano passado eu reli essa minha obra. Eu ria muito, o texto era esdrúxulo, até um pouco absurdo. Erros de concordância gritantes, uma falta de repertório absurda e fora que poderia ser processado por todos os criadores de desenhos animados dos anos 90, quase que uma cópia remendada. Minhas influências foram: Pedro Bandeira, Cavaleiros do Zodíaco, Yu Yu Hakusho e Pokémon. Imaginem colocar tudo isso em um liquidificador e depois ler? Mas não abomino meu primeiro livro, eu tive uma imaginação e tanto, porque mesmo sendo altamente inspirado nessas minhas referências, ele tinha personalidade própria e sendo reescrito, hoje com toda minha pouca experiência, sairia algo até bacaninha. Fora que tinha uma história bem interessante.

Depois dessa primeira experiência nunca mais sentei para escrever para valer. Acabei indo para o mundo dos blogs. Ainda durante esse tempo tive a ideia de dois livros para o público juvenil, talvez um dia eu ainda os escreva. Contudo, ano passado eu tive um insight de uma história que eu não podia desperdiçar para um plano futuro. Sentei e escrevi o primeiro capítulo. Tinha em mente dois personagens fortes, a Mariana e o Zé Roberto. Em silêncio eu escrevi esse livro. E me dediquei totalmente durante as férias de verão do ano passado. Passava tardes trancado em meu quarto com o Word aberto. No final de janeiro eu terminei meu segundo livro, esse com nome bem definido "As brincadeiras de Mariana". As referências foram muitas, mas a minoria literárias. Uma porque odeio cópia, se a ideia não for original e inovadora, para mim não faz sentindo, ainda mais se é do ramo das artes, como a literatura. Posteriormente, eu passei três capítulos para minha amiga Daniela Patrícia, que ao ler lembrou do livro “Morde-te pó coração” da portuguesa Patrícia Reis. Ela me emprestou e fiquei honrado pela comparação.

É a primeira vez que falo abertamente sobre a existência de As Brincadeiras de Mariana, primeiro porque não quero distribuir por aí cópias digitais e outra porque queria mesmo falar para todos do meu livro quando for lançá-lo. Para mim não faz sentindo escrever para si, a não ser diário e até esses eu quando escrevia, fazia de um modo que fizesse sentindo para quem pudesse ler. Eu também sou exibido, gosto de mostrar meu atributos, minhas vitórias e minhas criações. Só acho que meu livro estará de fato terminado após ele ser publicado. Até lá, será apenas uma obra inacabada. Eu tenho uma história quente na cabeça que quero muito colocar no papel, mas só o farei após conseguir concluir minha primeira obra, que na verdade é a segunda, mas desconsidero a primeira como tal, aliás, ela nem existe mais. Eu joguei no lixo.

Desde março, quando terminei a última revisão busco uma editora interessada em meu livro. Não é nada fácil, a maioria das editoras não apostam em novos nomes, ainda mais essas maiores. Eu mandei o original do meu livro em papel pelo Correio para a Panda Book's que tem em seu repertório muitos livros descontraídos, que faz o perfil da minha obra. Em uma semana eles responderam por e-mail dizendo que meu livro não se encaixava na linha editorial que eles estavam priorizando no momento. Tenho por mim duas hipóteses: eles nem sequer leram, porque em uma semana responder minha carta com livro anexado seria muito rápido ou então leram os primeiros capítulos e logo perceberam que meu livro não se encaixa nas prioridades do momento. Na mesma época eu mandei para a Companhia das Letras, eles ao contrário demoraram meses para me responderem também por carta que meu livro não foi aprovado. Ok, muita pretensão minha querer publicar meu primeiro livro pela Cia das Letras. Nem fiquei abalado pelas duas negativas, a primeira eu desconsiderei e a segunda eu até achei petulância da minha parte desejar publicar com eles. Não desisti. Procurando mais editoras eu descobri que algumas editoras grandes não recebem originais diretamente do autor, eles exigem a intermediação de um agente literário, basicamente é uma pessoa que avalia sua obra e de acordo com seu livro vai atrás das pessoas e editoras certas.
Eu não quero ainda apelar para um agente literário, quero antes esgotar todas minhas chances. Quem tiver interesse em agentes literários eu recomendo O agente literário e Virgil.

Outra pratica recorrente do mercado editorial é pagar para publicar. Muitas editoras são especializadas nesse serviço, eles publicam qualquer coisa, algumas editoras ainda distribuem em poucos pontos de venda, mas a maioria entrega em suas mãos a encomenda e deixa contigo a venda. Pessoalmente acho isso humilhante. Em hipótese alguma eu aceitaria esse processo. A função do escritor é escrever e não vender. Não foram poucas que me ofereceram esse serviço e olha que não é barato, lembro que custava 8 mil reais, agora não lembro o que incluía e quantos livros eram, apenas sei que no orçamento eles diziam que se eu vendesse todos os livros lucraria bastante. Não quero lucrar bastante, quero mesmo é exibir minha obra.

Ainda nessa minha aventura a procura da editora que aceite minha obra eu achei a Não Editora. Ela se posiciona como uma editora que não publica o trivial e comum, dá espaço para jovens escritores e tal. Eu me empolguei com o site e o catálogo deles. Mandei um e-mail com meu livro anexado e eles nunca me responderam. Então liguei e falei com o dono pelo telefone, ele ainda pediu que eu enviasse novamente. Desta vez tinha certeza que iriam responder e novamente não me responderam. Achei muito descaso, então deixei de lado e voltei para minha saga.

Na época do rodeio de Barretos eu li uma notícia nesses portais que seria lançado uma biografia do Touro Bandido. Imediatamente pensei "se uma editora publica uma biografia de um touro, por que não publicaria as brincadeiras de Mariana?". Eu mandei um e-mail para a Editora NH e o presidente do grupo NH me respondeu pedindo uma prévia da obra. Eu enviei metade dela. Ele me pediu um tempo para avaliar e passado o tempo pedido ele me retornou, disse alguns elogios que foi muito motivador para mim e ofereceu o pacote de pagar e publicar. Eu prontamente respondi dizendo que esse não era meu objetivo, que só publicaria meu livro se alguma editora tivesse real interesse pela obra. Ele foi igualmente sincero dizendo que este ano de 2009 eles iriam trabalhar em cima apenas do livro do boi Bandido, mas em 2010 eu poderia procurá-lo novamente. Óbvio que não me dei por vencido, neste tempo ainda procurei outras editoras e pessoas que poderia me orientar. O Santiago Nazarian foi um deles. Cheguei a mandar um e-mail para ele contando toda esta história, mas ele não me respondeu. Hoje fui na Balada Literária e ele estava presente mediando uma mesa de debate e entrevista. Preferi não me apresentar a ele, poderia soar como coação.


Sinto que estou cada vez mais perto de alcançar meu objetivo de publicar meu primeiro livro. Espero em breve convidá-los para a sessão de autógrafos em alguma livraria bonita de São Paulo. Sei que o mais difícil é o primeiro, depois dele espero poder publicar outras ideias que tenho em mente.

Como recebo alguns e-mails de meus leitores anônimos comentando sobre alguns textos (já até auxiliei em TCC por conta de textos aqui publicados), se você puder me ajudar a realizar esse meu sonho, por favor entre em contato comigo pelo e-mail: leandruuu@uol.com.br


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

comprar na BrandsClub foi minha pior experiência de compra online

A loja virtual BrandsClub se posiciona como um clube de marcas em que o associado tem a sua disposição promoções exclusivas. A descrição até enche os olhos das pessoas que gostam de se vestir bem ou pelo menos usando marcas reconhecidas. Eu me aventurei a me associar e fazer uma compra e tenho um conselho:

EVITE DOR DE CABEÇA, NÃO COMPRE NADA NO SITE BRANDSCLUB.

A BrandsClub não é uma empresa idônea, tampouco transparente. Eu fiz um pedido dia 29/09/2009 de três produtos e um mês depois, apenas dois produtos foram entregues na minha casa. Primeiro que hoje em dia qualquer loja virtual entrega a compra na mesma semana, eles entregaram um mês depois. E segundo que eles fizeram algo pior, entregaram parte da compra e sem nenhuma justificativa. Eu precisando entrar em contato com a empresa só tinha uma opção, mandar um e-mail para sac@brandsclub.com.br

Uma semana depois foi me respondido o e-mail dizendo que iriam verificar o meu problema. Eu imediatamente pedi que resolvesse o quanto antes pois o pagamento já tinha sido efetuado e o produto não foi entregue. Mais uma semana depois do último contato (notem a pressa da empresa em resolver meu problema), eles me responderam que o produto que me venderam havia sido esgotado (por que venderam, porra?) e só me avisaram porque eu corri atrás para saber! Deram a opção de estorno ou créditos no próprio site (possibilidade remota, comprar na BrandsClub foi a minha pior experiência de compra online!!!). Eu optei por estorno, passado mais uma semana eles não me retornaram. Todos esses contatos foram por e-mail, pois eles não disponibilizam no site o telefone de contato e endereço, por isso quem precisar falar com a empresa será apenas pelo e-mail e esperando cerca de 7 dias para eles retornarem. Você gostaria de passar por isso que estou relatando? Por isso que recomendo passar longe da BrandsClub.

Eu formalizei minha reclamação contra a BrandsClub no site Reclame Aqui, que é um site onde consumidores que se sentem lesados podem reclamar da empresa em questão e a mesma tem a oportunidade de responder. Outra ação social do site é a divulgação dessas reclamações para os internautas, descobri que meu caso não é isolado, muitos consumidores lesados tiveram problemas e as mesmas dificuldades do que eu com a BrandsClub.
Leiam minha reclamação aqui. Outras reclamações podem ser encontradas nestes links. Reclamação contra a BrandsClub, BrandsClub não entrega pedido, BrandsClub lesa consumidor, BrandsClub é insatisfação garantida, BrandsClub é uma enganação e BrandsClub coleciona centenas de reclamações. Isso mesmo, CENTENAS de reclamações apenas no site Reclame Aqui, imagine os milhares de consumidores lesados que não sabem da existência desse site.

Agora se você é um dos consumidores lesados ou conhece algum, por favor anote o endereço e telefone da empresa QUE ELES OMITEM. Liguem lá, exija seus direitos.

Telefone e endereço da BrandsClub
(11) 3032-2023 / 3032-2058 / 3032 - 1853

Flandres Comércio Global de Varejo Ltda
CNPJ: 10313360000105
Al. Gabriel Monteiro Da Silva, 2688
Jardim América CEP: 01442-002
São Paulo -SP


Passe este post para frente, não comprem na BrandsClub, é insatisfação garantida.


Abaixo algumas tags para ajudar futuros consumidores da BrandsClub:

BrandsClub não entrega produto
BrandsClub desrespeita consumidor
BrandsClub omite telefone e foge de cliente lesado
BrandsClub lesa clientes
BrandsClub coleciona reclamações
BrandsClub não presta
BrandsClub é empresa fantasma?
BrandsClub não cumpre prazo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

canibalismo nos processos seletivos de estágio

Final de ano é um momento decisivo aos estudantes. Os vestibulandos estão se preparando para o vestibular e quem já está na faculdade participa de processos seletivos tão estressantes quanto os vestibulares. Eu me refiro aos processos seletivos para vagas de estágio em grandes empresas.

Eu mesmo me inscrevi para diversos processos seletivos, de Volkswagen à Avon. Claro que assim como faculdades, você tem sua preferência. Eu optei por fazer Comunicação Social no Mackenzie por mil razões, assim como quem optou por fazer a mesma graduação na Cásper Líbero, que no fundo é o mesmo curso, mas em entidades diferentes. O mesmo acontece nessas empresas, no fundo são vagas iguais (estágio em marketing, estágio em recursos humanos, estágio em suporte e etc), o que muda é a sua identificação e agentes facilitadores que possam fazer você pender para uma ou outra empresa.

Eu fiz minha escolha, quero estagiar na Kimberly-Clark do Brasil. Empresa líder mundial de bens de consumo na área de higiene. É quem fabrica o papel higiênico Neve e Scott, o lenço de papel Kleenex, as fraldas Turma da Mônica, o absorvete Intimus Gel e entre outros produtos. Assim como escolhi o Mackenzie por mil razões, fiz o mesmo com a Kimberly.

Eu estudo em uma faculdade reconhecida e de qualidade inquestionável. Engane-se quem pensa que basta ter no currículo o nome Mackenzie que você é automaticamente contratado, o que acontece de fato é que as portas se abrem para você com maior facilidade, mas até você entrar por ela, são outros 500. Afinal de contas existem ainda FAAP, FGV, ESPM, USP... Todas faculdades do mesmo nível e com facilidades iguais.
Eu me inscrevi para o processo seletivo da Kimberly-Clark, além de mim mais outros 11 mil candidatos para apenas 24 vagas.
Para efeito de comparação, o curso mais procurado na FUVEST-USP, que é um dos vestibulares mais concorridos do país, é o curso de Publicidade e Propaganda. Nada menos que 40 candidatos por vaga. No caso da Kimberly-Clark do Brasil foram 458 candidatos por vaga.

E como funciona a seleção de um grande processo seletivo empresarial? Muito mais complexo, difícil e subjetivo do que um vestibular qualquer.
Primeiramente você faz a inscrição com seus dados pessoais, estudantis e profissionais. É feito o primeiro pente fino, onde os candidatos que estão fora dos padrões pré-estabelecidos pela empresa são desclassificados. A segunda etapa é uma prova online que consiste, geralmente, em análise lógica e inglês. Ocasionalmente também há testes de jogos de negócios, espanhol, conhecimentos gerais e língua portuguesa.

Após essas duas etapas começam as etapas presenciais. É marcada uma dinâmica de grupo, que nada mais é a oportunidade da empresa te conhecer, você se apresentar e resolver em grupo alguns casos do universo da contratante. Não há mistério, a apresentação é sempre feita dentro dos moldes estabelecidos por eles e o caso é algum problema que requer uma solução, problema esse que poderia acontecer no dia-a-dia da empresa em questão.
Apesar de eles dizerem que não há certo ou errado, mas sim apenas perfis compatíveis e perfis não compatíveis, é uma etapa que disperta muito nervosismo dos candidatos.

Outra etapa é o Painel. Nada mais é que outra dinâmica de grupo, só que desta vez apenas entre os bons, ou melhor, entre as pessoas que têm o perfil mais próximo do que a empresa deseja.
Por fim, chega a entrevista tête-à-tête, olho no olho, com o gestor da área pretendida. Nessa hora é só você e ele e as perguntas são mais direcionadas e específicas. Neste momento será decidido se a vaga é sua ou se você passou por todas as fases e mesmo sendo um ótimo candidato, por um detalhe e por uma questão de 24 vagas (caso da Kimberly), você não chegou lá, onde mais de 11 mil queriam.

O processo de estágio da Kimberly-Clark ainda não acabou e eu permaneço estou vivo nele. Já cheguei na fase Painel. Eu e mais 178 candidatos que almejam uma das 24 disputadíssimas vagas de estágio na empresa.
Comentando meu desempenho desde o início, eu fiz a inscrição por causa de uma feira de estágios que aconteceu em minha faculdade. A Kimberly-Clark do Brasil foi a empresa que mais me chamou a atenção entre dezenas que estavam presentes lá. Meu currículo foi selecionado para fazer os testes onlines. Eu pensei não ter ido muito bem e mesmo assim passei adiante. Na primeira dinâmica de grupo eu me saí super bem, inclusive ligando para minha mãe no final da reunião e dizendo que muito possivelmente eu estaria na próxima fase. Dito e feito, eu cheguei na penúltima fase, que é a do Painel.

Quero explicar como aconteceu este Painel. Dezenove candidatos participaram, na sua esmagadora maioria estudantes das faculdades que citei no início como instituições prestigiosas.
Não pude deixar de notar que todos ali eram feras, tinha uma auto-apresentação muito bem estruturada e argumentada, além de serem bons nos casos de sucesso.
Tivemos que levar um objeto feito pos nós mesmos que nos representasse, que tivesse nossas características e mostrasse nossa visão do mundo. Levaram de bússolas caseiras a livros de memórias (meu caso!). Tínhamos 3 minutos para explicar o objeto. Houve apresentações dignas de aplausos. E nessas apresentações algumas frases feitas e palavras básicas eram incessantemente pronunciadas. Como: trabalhar em equipe, organização, flexibilidade...
É de lei falar isso. Na hora da resolução do caso que é o momento de verificar de fato se essas características pertecem a todos que disseram. Chegou a ser bizarro, como todos ali eram feras e macacos velhos nesse tipo de dinâmica, aconteceu um verdadeiro canibalismo. Todo mundo querendo passar a perna em todo mundo, disputando a atenção e sabotando o outro, o individualismo era imperante. Meu primeiro grupo (foi realizado dois casos e em grupos distintos) foi tão irracional, pois todos se preocupavam em falar mais e emplacar suas próprias ideias como se aquilo fosse o que iriam classificar a si mesmos, que esqueceram que o sucesso individual dependia do sucesso do grupo. Primeiramente, meu grupo tinha 6 participantes de áreas DISTINTAS, ou seja, ninguém estava disputando vaga com ninguém ali, eu poderia ser contratado na área de marketing, como a fulana no RH, o ciclano na área de engenharia e o beltrano na linha Professional, sem contar, o outro no Supply Chain. Nesse canibalismo quem saiu perdendo foi o grupo. Isto não foi um acontecimento isolado, aconteceu em todos os grupos. Claro que não era um comportamento homogêneo, eu, por exemplo, fui flexível, ouvi a opinião dos demais, emiti a minha e acatei a vontade da maioria quando a minha ideia era contrária a deles. Assim como outros que pude observar. Na dinâmica anterior tudo aconteceu com extrema naturalidade e o grupo se beneficiou dessa maturidade, eu pelo menos passei para a fase seguinte. Nesta fase do Painel eu não me surpreenderia se eu receber um e-mail semana que vem agradecendo o interesse pela vaga, mas infelizmente eu não continuarei no processo, porém meu currículo ficará no banco de dados da empresa. Aconteceu isso comigo na Braskem.

Contudo, tenho fé que uma das vagas será minha! Quando se deseja algo intensamente, isso mais cedo ou mais tarde se realiza. Este ano eu postei aqui em meu blog várias conquistas, quero mês que vem escrever a maior de todas, que eu fui contratado pela Kimberly-Clark do Brasil.