quinta-feira, 1 de abril de 2010
custo x benefício dos ovos de Páscoa
Alguém percebeu o quanto ficou mais caro os preços desses ovos? Eu acho um absurdo o valor cobrado por alguns gramas de chocolate que nem é nobre. Ultimamente ando muito metidinho em relação a chocolates, comendo alguns feitos na Suiça, Alemanha e França e até mesmo os nacionais, das melhores chocolaterias tupiniquins. Confesso que tenho uma grande queda por Prestígio da Nestlé, mas isto é detalhe hehe
Daí vejo os valores dos ovos comuns e dá até desânimo, 300 gramas de chocolate por mais de 20 reais, simplesmente porque tem forma oval.
O site Coma Com os Olhos fez a tabela abaixo comparando gramas de ovos com a mesma quantidade dele original em barra, a diferença de valor é absurda. Sorry, vou deixar a magia da Páscoa chocólatra de lado e não comprarei nenhum ovo.
sábado, 20 de março de 2010
verdades sobre o ecoturismo
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Funcionário de uma grande empresa
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
a não obrigação de atos heróicos
O caso que venho vos contar é do ser mitificado ainda vivo, o Tiger Woods. Dizem as boas e más línguas, que ele é o maior golfista de todos os tempos. Não posso emitir opinião porque não conheço nada do esporte, porém conheço muito do Tiger.
Como o Pelé, ele faz propaganda de tudo e com um cachê de fazer inveja a qualquer Tio Patinhas. Conheço-o por meio dessas propagandas e das muitas fotos que vi em jornais. Muitos enxergam esportistas campeões como heróis. Minha visão de herói é aquela de uma pessoa que salva uma nação, um grupo de pessoas ou então que até mesmo uma única vida do perigo. Um bombeiro é um herói, um golfista não.
Talvez por falta de heróis, já que a maioria deles são apenas seres imaginários ou de histórias de ficção, as pessoas colocam essa necessidade de venerar alguém como semi- Deus em pessoas públicas, como esportistas ou músicos. Coitado dessas pessoas que foram colocadas no pedestal sem antes ter sido consultadas. Creio que golfistas, usando o exemplo deste texto, o Tiger Woods, não escolheram o ofício por quererem tornar-se heróis, mas sim porque gostam do esporte e têm talento para isso.
E nessa confusão de heróis místicos dos livros com heróis empossados da vida real, as pessoas não conseguiram assimilar que os heróis da vida real não são seres perfeitos ou que estão o mais próximo possível dessa perfeição. Talvez sejam extremamente bons em alguma coisa, como o Tiger é nas tacadas e na mira miraculosa. Mas não em tudo.
Quando o herói mostra-se imperfeito todos seus fãs, súditos, fanáticos, dependentes e afins, pegam suas pedras para apedrejar o herói que antes era o maioral. Mas desta vez não há Jesus Cristo para lembrar que ninguém é perfeito. É o herói contra a massa moralista e cega. E esse ato de apedrejamento nada mais é que um paliativo próprio, como se as pessoas se enobrecessem a cada discórdia dos atos errados do herói.
Tiger não deve nada para ninguém, ele sendo uma figura pública em que muitas pessoas depositam sua insignificância nas costas dele ou sendo o nosso vizinho que nós pouco sabemos a respeito.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Gringo no samba
domingo, 17 de janeiro de 2010
Leandro Vitor, profissional de marketing
Fui alimentando esse sonho e fazendo dele meu objetivo maior na vida. Quem me conheceu entre meus 12 anos até meus 20 e 21 e pouco, certamente sabia dessa minha vontade, eu a estampava na cara e todos diziam que eu faria uma grande carreira. Só que a vivência e o amadurecimento foi aparecendo, eu percebi que não levava tanto jeito para a coisa. Com o passar dos meses, eu estudando Jornalismo na faculdade, sentia-me mais pressionado e incompatível com a carreira de jornalismo. Daí bateu o desespero, se eu não for jornalista, o que serei?
Eis que no primeiro semestre de 2009 tive uma matéria na faculdade chamada Marketing em Comunicação, com o professor Cadu e de repente, o mundo descortinou perante mim. Eu me encontrei totalmente e comecei a ter um imenso prazer em estudar Marketing. Em um ano estudando eu tenho mais livros da área do que livros de jornalismo que estudo há três anos e meio.
O Marketing para mim é tão lógico e ao mesmo tempo interessante e desafiador, que não me vejo trabalhando em outra profissão. Fico bastante feliz que aos 22 anos de idade eu já sei muito bem o que quero e agora não ouço mais os outros dizendo que terei uma grande carreira, afinal de contas a maioria ainda me vê como um jornalista, agora eu tenho certeza que terei uma grande carreira em Marketing. E estou construindo pouco a pouco desde o ano passado quando entrei na Amberg Filmes.
Este post não é nenhuma autoafirmação, pois como explicitei, sei bem o quero e faço por onde, este post é apenas um comunicado aos que ainda me veem como jornalista.
E quem quiser ler meu blog de marketing, fica aqui o convite para conhecerem meu Marketing de Atendimento onde eu avalio o atendimento das empresas, faço críticas e sugestões e etc.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Veja, o descompromisso com o Jornalismo
Nele mostro o motivo pelo qual não vou mais renovar minha assinatura da Revista Veja.
Aqui em casa somos assinantes da revista Veja. Eu por ser estudante de Jornalismo acho mais do que necessário ser assinante da principal revista informativa do país e claro, de um jornal de qualidade.
Todavia, ando muito insatisfeito com a postura editorial antiética da mais importante revista do Brasil. Há anos que vocês da Veja já escandalizaram em que time jogam e calcam toda a política editorial em cima disso. Falo principalmente em ordem política, contudo há resquícios em todas as áreas da revista, como vocês bem sabem disso.
Eu estava relevando tudo, lendo com um espírito crítico muito maior, com minhas antenas ligadas para não ser contaminado com opiniões nada disfarçadas, mas cheguei ao meu limite ao abrir as últimas edições e encontrar um assombro, excesso de ironias.
Por favor Veja, não confundam Jornalismo com J maiúsculo com caderno de piadas. Se eu quiser ler isso eu compro relíquias do O Pasquim ou então a Bundas. Se sou assinante da Veja quero saber o que está de fato acontecendo no mundo em que vivo.
Hoje a degradação do Jornalismo chama-se Veja.
Em fevereiro vence minha assinatura, não trabalho com a remota hipótese de renová-la. Tenho mais o que fazer, ou melhor, tenho leituras de melhor qualidade para fazer. Infelizmente o retrato do Brasil é péssimo, mas está a altura do seu retratista principal, a Veja.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
A questão do transporte público em São Paulo.
A população paulistana está acima dos 11 milhões de moradores e a quantidade de carros ultrapassou os 5 milhões faz tempo. Como foi bastante divulgado nos noticiários, no ano de 2009 as montadoras de automóveis bateram recordes de venda e grande parte desses novos carros vieram para a engasgada malha viária de São Paulo.
Os números não mentem, não há mais lugar para carros na cidade, logo mais teremos que optar por nós ou por eles. A solução para esse problema todos já sabem e inclusive as propagandas pagas e caras dos governantes reverberam em todo canto: "Vamos construir metrô!", "vamos fazer corredor de ônibus" e principalmente, "vamos deixar os carros na garagem e utilizar o transporte público!".
Todavia, os fatos não correspondem ao discurso. Alguém me diz, é possível utilizar o transporte público na cidade de São Paulo e arredores com o mínimo de conforto? Impossível! Chega ser impraticável utilizar o transporte público com o mínimo de dignidade. Pagar uma tarifa super cara para ser espremido entre tantos outros cidadãos é humilhação pública.
Desde o dia 04 de janeiro deste ano a tarifa do ônibus na cidade de São Paulo aumentou de R$2,40 para R$2,70. Uma tática cafajeste do sem caráter Gilberto Kassab, atual prefeito de São Paulo. Digo tática porque esse político do DEM durante a eleição que ele venceu em 2008 prometeu não aumentar a tarifa do ônibus no ano seguinte. Dito e feito, ele não aumentou, porém, no primeiro dia útil do ano seguinte - 2010 - ele aumentou a tarifa acima da inflação acumulada.
A reportagem de Guilherme Balza do site Uol Notícias fez uma conta de quanto o paulistano gasta usando duas tarifas de ônibus diária por mês. O valor fica em R$162,00, o que representa 31,7% do salário mínimo. Caso utilize a integração com o metrô, que fica em R$4,00 reais a tarifa, o valor sobe para R$240,00 ou 47% de um salário mínimo.
Só posso fazer um comentário. É absurdamente revoltante. Qual incentivo que o Governo dá para que os paulistanos deixem seus automóveis na garagem e utilizem o transporte público? Eu que não pensava em comprar um carro tão cedo já estou mudando de ideia e fazendo planos em adquirir em um futuro breve um automóvel. Ainda assim é um pouco mais caro manter um carro, mas prefiro estar dentro de um parado no trânsito a ser machucado dentro de um metrô ou ônibus e pagar caro por isso.
Eu até acharia justo pagar esse valor que é cobrado hoje caso eu viesse sentado ou então em pé sem ninguém encostado em mim. Mas pagar R$2,70 e ser quase esfolado vivo dentro de um coletivo é o cúmulo e deveria ser resolvido na justiça.
Existe no Brasil um movimento social chamado Movimento do Passe Livre (MPL) que luta por um transporte público mais digno, honesto e barato. Eles defendem a migração do transporte público do setor privado para o público. A minha opinião é totalmente igual. O transporte, ainda mais em uma cidade como São Paulo, não pode ser utilizado para o lucro exarcebado de alguns empresários do setor, pois é uma área estratégica e de importância social inestimável. Eu tenho algumas ideias que eu ofereço aos vereadores ou políticos para um transporte mais justo e digno para a cidade.
Deixando o sistema de transportes do modo que está é mais do que necessário que a Prefeitura e o Governo do Estado façam o subsídio da tarifa, deixando-a abaixo de 2 reais. Desse modo preservaria os atuais alicerces do transporte e também os contratos. Se foi privatizado o setor de transporte público, o usuário não pode ficar refém dos valores que os empresários exigem.
Outra saída é seguir a lógica do MPL e incorporar o transporte público sob a direção do Estado e claro, o mesmo não usá-lo como máquina de fazer dinheiro, apenas cobrar para não ter prejuízos. Se, por exemplo, hoje o gasto médio fosse R$1,50, então esse seria o valor cobrado. E como alternativa, o Governo poderia liberar que os atuais empresários do setor explorassem um transporte público alternativo, isto é, linhas de ônibus mais confortáveis e com tarifa liberada. Já existe o tal do ônibus fretado que a prefeitura está combatendo (outra medida cretina do Kassab, pois quem utiliza o fretado é porque não quer usar o transporte público e prefere deixar o carro em casa), mas esse transporte público alternativo seria linhas de ônibus iguais às convencionais, porém com valor diferenciado e claro, maior conforto.
Precisamos ser realistas, uma pessoa com uma condição social favorecida não vai querer dividir um mesmo coletivo com um desfavorecido. Muitos utilizam o carro não porque preferem dirigir, mas por status mesmo. Nossa sociedade desde 1500 está calcada nessa diferenciação hierárquica e não vai mudar tão cedo.
Enquanto ninguém implanta um sistema de transporte público eficiente e digno, vamos cobrando carros e colocando na rua ao mesmo tempo, até a cidade finalmente parar de vez.
E preparem o bolso queridos paulistanos, muito em breve a tarifa do Metrô e CPTM aumentarão e podem ter certeza que ultrapassará o valor do ônibus.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Mudanças
Posso falar por mim, mudar é sempre muito difícil. Ainda mais um comportamento ou hábito que você cultiva há muito tempo. E nem sempre a força de vontade é suficiente para mudar. Afinal de contas sempre estamos correndo atrás de mundanças em nossas vidas.
Todavia, a mudança que quero tratar aqui é outra. É aquela que mudamos sem perceber, sem esperar e muito menos, sem planejar.
Confesso que sou um cara um tanto quanto pessimista na alteração de perspectivas reais. Até alguns dias atrás não acreditava nessa mudança que estou tratando no texto, até olhar para mim e verificar que mudei muito! Essas mudanças são lentas e graduais, é uma construção inconsciente (não é regra!) e que você só percebe quando relembra seu passado ou faz balanços da própria vida.
Acho que por não conseguirmos observar alguns tipos de mudanças, como a transformação do verde para o maduro, o crescimento na estatura ou quaisquer muitas outras que integra nosso cotidiano, a gente fica com esse pensamento racional dividindo realizações em etapas e não em mudanças gradativas.
Faça um teste e relembre algumas convicções e pensamentos que você tinha há tempos atrás, ainda mais se você é um adolescente, momento de muitas construções e desconstruções, e notará que em muitos casos houve uma mudança de 180°.
Exemplo banal. Desde criança eu odiava música sertaneja, porém cresci ouvindo por influência do meu pai. Conheço de ouvido toda a nata sertaneja e me arrisco a acompanhar sem escorregar muito na letras as principais modas de viola. De um tempo pra cá eu me peguei ouvindo e cantando com esses novos cantores que tocam o chamado sertanejo universitário. Eles, possivelmente, foram os responsáveis por me fazerem começar a gostar desse gênero musical, que particularmente acredito que eu já gostava no meu íntimo, no Id, porém meu Superego bloqueava com todas as forças. Essa é uma das mudanças mais difíceis de serem concretizadas, pois lida com valores próprios e sabemos bem que valores, cultura e hábitos são complicadores de serem alterados.
Hoje em dia canto com o coração Milionário e José Rico, quando há não muito tempo atrás teria verdadeira repulsa.
Infeliz é aquele pau que nasce torto e nunca se indireita.
domingo, 22 de novembro de 2009
As dificuldades de publicar o primeiro livro
Para comemorar minha centésima postagem eu vou falar de sonhos.
Eu sempre gostei de escrever, muito mais de escrever do que de ler, tanto que acabei optando erroneamente em ser jornalista. Escrever para mim não pode ser meu único ganha pão, mas na verdade algo que faço quando estou inspirado. E minha professora Fernanda Mazza já disse uma vez em aula, que jornalista não pode depender de inspiração, mas precisa ter técnica. Eu estou me lixando para técnicas, por isso muitas vezes meus textos são esquizofrênicos.
Eu ainda na pré-adolescência escrevi meu primeiro livro, era nada mais do que um punhado de referências da época no papel. Foi uma experiência e tanto, dediquei muitas noites ao livro que nunca teve um título definido. Lembro que a cada capítulo que eu escrevia, eu entregava ao meu melhor amigo da época, o Tiago Ribeiro, para que lesse. Ele dizia sempre adorar e isso me empolgava mais e mais a escrever. Terminei de compor e guardei como uma vitória e lembrança. Não lembro de ter a pretensão de publicá-lo. Acho que ano passado eu reli essa minha obra. Eu ria muito, o texto era esdrúxulo, até um pouco absurdo. Erros de concordância gritantes, uma falta de repertório absurda e fora que poderia ser processado por todos os criadores de desenhos animados dos anos 90, quase que uma cópia remendada. Minhas influências foram: Pedro Bandeira, Cavaleiros do Zodíaco, Yu Yu Hakusho e Pokémon. Imaginem colocar tudo isso em um liquidificador e depois ler? Mas não abomino meu primeiro livro, eu tive uma imaginação e tanto, porque mesmo sendo altamente inspirado nessas minhas referências, ele tinha personalidade própria e sendo reescrito, hoje com toda minha pouca experiência, sairia algo até bacaninha. Fora que tinha uma história bem interessante.
Depois dessa primeira experiência nunca mais sentei para escrever para valer. Acabei indo para o mundo dos blogs. Ainda durante esse tempo tive a ideia de dois livros para o público juvenil, talvez um dia eu ainda os escreva. Contudo, ano passado eu tive um insight de uma história que eu não podia desperdiçar para um plano futuro. Sentei e escrevi o primeiro capítulo. Tinha em mente dois personagens fortes, a Mariana e o Zé Roberto. Em silêncio eu escrevi esse livro. E me dediquei totalmente durante as férias de verão do ano passado. Passava tardes trancado em meu quarto com o Word aberto. No final de janeiro eu terminei meu segundo livro, esse com nome bem definido "As brincadeiras de Mariana". As referências foram muitas, mas a minoria literárias. Uma porque odeio cópia, se a ideia não for original e inovadora, para mim não faz sentindo, ainda mais se é do ramo das artes, como a literatura. Posteriormente, eu passei três capítulos para minha amiga Daniela Patrícia, que ao ler lembrou do livro “Morde-te pó coração” da portuguesa Patrícia Reis. Ela me emprestou e fiquei honrado pela comparação.
É a primeira vez que falo abertamente sobre a existência de As Brincadeiras de Mariana, primeiro porque não quero distribuir por aí cópias digitais e outra porque queria mesmo falar para todos do meu livro quando for lançá-lo. Para mim não faz sentindo escrever para si, a não ser diário e até esses eu quando escrevia, fazia de um modo que fizesse sentindo para quem pudesse ler. Eu também sou exibido, gosto de mostrar meu atributos, minhas vitórias e minhas criações. Só acho que meu livro estará de fato terminado após ele ser publicado. Até lá, será apenas uma obra inacabada. Eu tenho uma história quente na cabeça que quero muito colocar no papel, mas só o farei após conseguir concluir minha primeira obra, que na verdade é a segunda, mas desconsidero a primeira como tal, aliás, ela nem existe mais. Eu joguei no lixo.
Desde março, quando terminei a última revisão busco uma editora interessada em meu livro. Não é nada fácil, a maioria das editoras não apostam em novos nomes, ainda mais essas maiores. Eu mandei o original do meu livro em papel pelo Correio para a Panda Book's que tem em seu repertório muitos livros descontraídos, que faz o perfil da minha obra. Em uma semana eles responderam por e-mail dizendo que meu livro não se encaixava na linha editorial que eles estavam priorizando no momento. Tenho por mim duas hipóteses: eles nem sequer leram, porque em uma semana responder minha carta com livro anexado seria muito rápido ou então leram os primeiros capítulos e logo perceberam que meu livro não se encaixa nas prioridades do momento. Na mesma época eu mandei para a Companhia das Letras, eles ao contrário demoraram meses para me responderem também por carta que meu livro não foi aprovado. Ok, muita pretensão minha querer publicar meu primeiro livro pela Cia das Letras. Nem fiquei abalado pelas duas negativas, a primeira eu desconsiderei e a segunda eu até achei petulância da minha parte desejar publicar com eles. Não desisti. Procurando mais editoras eu descobri que algumas editoras grandes não recebem originais diretamente do autor, eles exigem a intermediação de um agente literário, basicamente é uma pessoa que avalia sua obra e de acordo com seu livro vai atrás das pessoas e editoras certas.
Eu não quero ainda apelar para um agente literário, quero antes esgotar todas minhas chances. Quem tiver interesse em agentes literários eu recomendo O agente literário e Virgil.
Outra pratica recorrente do mercado editorial é pagar para publicar. Muitas editoras são especializadas nesse serviço, eles publicam qualquer coisa, algumas editoras ainda distribuem em poucos pontos de venda, mas a maioria entrega em suas mãos a encomenda e deixa contigo a venda. Pessoalmente acho isso humilhante. Em hipótese alguma eu aceitaria esse processo. A função do escritor é escrever e não vender. Não foram poucas que me ofereceram esse serviço e olha que não é barato, lembro que custava 8 mil reais, agora não lembro o que incluía e quantos livros eram, apenas sei que no orçamento eles diziam que se eu vendesse todos os livros lucraria bastante. Não quero lucrar bastante, quero mesmo é exibir minha obra.
Ainda nessa minha aventura a procura da editora que aceite minha obra eu achei a Não Editora. Ela se posiciona como uma editora que não publica o trivial e comum, dá espaço para jovens escritores e tal. Eu me empolguei com o site e o catálogo deles. Mandei um e-mail com meu livro anexado e eles nunca me responderam. Então liguei e falei com o dono pelo telefone, ele ainda pediu que eu enviasse novamente. Desta vez tinha certeza que iriam responder e novamente não me responderam. Achei muito descaso, então deixei de lado e voltei para minha saga.
Na época do rodeio de Barretos eu li uma notícia nesses portais que seria lançado uma biografia do Touro Bandido. Imediatamente pensei "se uma editora publica uma biografia de um touro, por que não publicaria as brincadeiras de Mariana?". Eu mandei um e-mail para a Editora NH e o presidente do grupo NH me respondeu pedindo uma prévia da obra. Eu enviei metade dela. Ele me pediu um tempo para avaliar e passado o tempo pedido ele me retornou, disse alguns elogios que foi muito motivador para mim e ofereceu o pacote de pagar e publicar. Eu prontamente respondi dizendo que esse não era meu objetivo, que só publicaria meu livro se alguma editora tivesse real interesse pela obra. Ele foi igualmente sincero dizendo que este ano de 2009 eles iriam trabalhar em cima apenas do livro do boi Bandido, mas em 2010 eu poderia procurá-lo novamente. Óbvio que não me dei por vencido, neste tempo ainda procurei outras editoras e pessoas que poderia me orientar. O Santiago Nazarian foi um deles. Cheguei a mandar um e-mail para ele contando toda esta história, mas ele não me respondeu. Hoje fui na Balada Literária e ele estava presente mediando uma mesa de debate e entrevista. Preferi não me apresentar a ele, poderia soar como coação.
Sinto que estou cada vez mais perto de alcançar meu objetivo de publicar meu primeiro livro. Espero em breve convidá-los para a sessão de autógrafos em alguma livraria bonita de São Paulo. Sei que o mais difícil é o primeiro, depois dele espero poder publicar outras ideias que tenho em mente.
Como recebo alguns e-mails de meus leitores anônimos comentando sobre alguns textos (já até auxiliei em TCC por conta de textos aqui publicados), se você puder me ajudar a realizar esse meu sonho, por favor entre em contato comigo pelo e-mail: leandruuu@uol.com.br



